Fim da escala 6x1: Senado vota a PEC 221/2019; veja o que muda e quais são os próximos passos
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AO VIVO Acompanhe a votação pela TV Senado: https://www.youtube.com/live/9uzabxDov-Q Estamos acompanhando a sessão e esta matéria será atualizada assim que houver resultado. |
O Senado conclui nesta quarta-feira (14) a discussão da PEC que acaba com a escala 6x1 e deve votá-la em primeiro turno. A sessão está marcada para as 14h e a PEC é o primeiro item da pauta, mas não há horário definido para a votação. A proposta precisa de pelo menos 49 dos 81 votos em cada turno.
Onde a proposta está
A PEC foi aprovada na Câmara em maio, por 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo. Na CCJ do Senado, foi aprovada em 2 de setembro, em votação simbólica, com votos contrários de Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS). O relator, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 36 emendas apresentadas. No plenário, a primeira sessão de discussão ocorreu em 6 de outubro.
Como será a votação
A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou requerimento de calendário especial, que reuniu 56 assinaturas. Se for aprovado, a PEC poderá ser votada ainda hoje em dois turnos. Sem ele, o regimento exige três sessões de discussão entre o primeiro e o segundo turno.
O que muda
Jornada: a máxima semanal cai de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Descanso: dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.
Quem já trabalha 40 horas ou menos: a mudança não implica redução proporcional da jornada.
Regimes diferenciados: segundo o texto da Câmara, leis ordinárias poderão fixar regimes diferenciados, respeitados os limites, e os turnos ininterruptos de revezamento de seis horas continuam possíveis.
Pequenos negócios: uma lei complementar futura poderá prever regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
A transição ocorre em etapas:
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Quando |
O que muda |
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Promulgação da emenda |
A emenda entra em vigor formalmente e os prazos começam a contar. |
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60 dias depois |
Dois dias de descanso remunerado por semana e jornada máxima de 42 horas. |
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14 meses depois |
Jornada máxima de 40 horas semanais, em até 8 horas por dia. |
E depois da votação?
Mesmo aprovada, a mudança não é imediata: os prazos só começam a contar a partir da promulgação. Como o texto veio da Câmara, se o Senado aprovar sem alterações, a emenda é promulgada pelas Mesas das duas Casas. Qualquer alteração de mérito faz a proposta voltar para os deputados. Parlamentares favoráveis trabalham com a possibilidade de promulgação ainda em outubro, mas o prazo depende do resultado das votações e da manutenção do texto original.
Contexto político
A votação ocorre a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial. Na terça-feira, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), anunciou que votará a favor, depois de meses de críticas à proposta. O governo Lula encampou a proposta, que tem apoio até de parte da oposição.