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Cartão Uniforme Escolar beneficia famílias e fortalece o comércio local no DF

Por Redação 03/02/2026 às 12h16
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O ano começou com novidades para a educação pública do Distrito Federal, que segue investindo na comunidade educacional. Uma das novas iniciativas é o Cartão Uniforme Escolar, benefício da Secretaria de Educação (SEEDF) que faz a diferença na rotina das famílias e de pequenos empreendedores. Enquanto estudantes conseguem adquirir o uniforme com mais facilidade, confecções e malharias locais registram aumento na procura, fortalecendo negócios familiares em diferentes regiões administrativas.

Andreane de Souza com a pequena Maria Laura: “Hoje, posso ir direto à malharia e pegar o tamanho ideal para minha filha, sem prejuízo para nós e sem que a criança deixe de usar o uniforme” | Fotos: Victor Bandeira/SEEDF

 A auxiliar de serviços gerais Andreane Azevedo de Sousa é mãe da estudante Maria Laura de Souza Silva, de 5 anos, aluna do segundo período da Escola Classe (EC) 318 de Samambaia, e utiliza o Cartão Uniforme Escolar. “É muito bom receber esse auxílio, porque agora ficou bem mais fácil”, comenta. “No ano passado, a gente precisava ir à costureira para ajustar o uniforme, porque nem sempre vinha no tamanho certo. Hoje, posso ir direto à malharia e pegar o tamanho ideal para minha filha, sem prejuízo para nós e sem que a criança deixe de usar o uniforme.”

Cuidado no uso 

O Cartão Uniforme Escolar é um apoio importante para as famílias e deve ser usado com atenção. Exclusivo do estudante matriculado na rede pública, o benefício só pode ser utilizado em lojas credenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). 

“O cartão é do estudante e não pode ser emprestado ou repassado”, alerta a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Mateus. “A venda do benefício é proibida e pode levar ao bloqueio do cartão. Em caso de dúvida, procure a escola ou os canais oficiais da Secretaria de Educação.” 

Iniciativa atrai investimentos 

Pedro Neto veio de Goiânia para ampliar os negócios a partir das possibilidades do Cartão Uniforme Escolar: “Nossa família já trabalha há mais de 30 anos com confecção de bandeiras e uniformes escolares, e a ideia é atender bem todos os pais e crianças”

Fabricação, compra e venda de uniformes escolares movimentam o comércio local e geram novas oportunidades, atraindo empreendedores de cidades vizinhas. O supervisor de vendas Pedro Teodoro da Silva Neto, de 22 anos, veio de Goiânia (GO) para o Distrito Federal com a família após a criação do benefício, com o objetivo de ampliar os negócios no setor de uniformes. A família está abrindo novas unidades da malharia, com lojas em regiões como Samambaia, Ceilândia, Planaltina e Gama, apostando na qualidade dos produtos e no bom atendimento às famílias. 

“Nossa família já trabalha há mais de 30 anos com confecção de bandeiras e uniformes escolares, e a ideia é atender bem todos os pais e crianças”, relata Pedro. “Hoje temos duas lojas abertas e, em breve, vamos chegar a quatro unidades, com todos os tamanhos disponíveis e estoque suficiente para atender à demanda.”

Costura que virou renda

Tatiane Coelho produz peças personalizadas: “A confecção começou em casa, e, com o crescimento, montamos esse espaço com o apoio da minha família”

Já Tatiane dos Santos Coelho, recém-empreendedora no ramo de confecção de uniformes, produz peças personalizadas em um ateliê simples, montado no quintal da casa onde mora, em Ponte Alta Norte, no Gama.

Atualmente, a produção já soma centenas de peças em fase final, com kits personalizados sendo confeccionados para atender à demanda das famílias. A divulgação do trabalho é feita principalmente pelas redes sociais, por meio do perfil no @guiapraticopontealta, onde os pais entram em contato para reservar os uniformes.

“A demanda foi muito maior do que a gente imaginava”, conta ela. “Hoje já temos mais de cem kits personalizados em finalização e seguimos produzindo para atender todos os pedidos. A confecção começou em casa, e, com o crescimento, montamos esse espaço com o apoio da minha família. Meu esposo, Hilton Sérgio, me ajuda principalmente na parte de corte e personalização, enquanto a costura fica comigo e com as meninas. É realmente um trabalho em família.”

 

*Com informações da Secretaria de Educação