Em entrevista ao Pod Cast EG NEWS, Pré-candidatos do Avante DF criticam gestão Ibaneis e defendem legado de Arruda.
Encontro reuniu lideranças para debater o caos na saúde, segurança pública e mobilidade urbana no Distrito Federal, apontando falhas estruturais e propondo renovação na Câmara Legislativa.
Por Redação
Em um recente podcast conduzido pelo apresentador Conrado, quatro pré-candidatos do partido Avante no Distrito Federal uniram vozes para expor graves falhas na atual administração do GDF e apresentar suas plataformas para o pleito que se aproxima. O grupo, composto por Daniel Radar, Sub-tenente Geraldo Alves, Lili e Dr. Gutemberg, traçou um diagnóstico preocupante sobre a realidade da capital, com críticas contundentes à gestão de Ibaneis Rocha e apoio declarado ao ex-governador José Roberto Arruda.
Participaram da entrevista, 4 pré-candidatos da nominata do Partido Avante, vejam:
- Lili (A Voz da Mulher Periférica): Pré-candidata a Deputada Federal. Foca na representatividade da mulher da periferia, buscando dar voz àquelas que sustentam suas famílias e muitas vezes são invisíveis para o Estado.
- Dr. Gutemberg: Médico, advogado, sindicalista e presidente do Sindicato dos Médicos do DF. Pré-candidato a Deputado Distrital. Sua pauta principal é a saúde pública.
- Daniel Radar: Jornalista, gestor público e ativista comunitário (foco em Santa Maria e Gama). Pré-candidato a Deputado Distrital. Suas pautas incluem transporte, fiscalização do executivo e eficiência da gestão pública.
- Subtenente Geraldo Alves: Policial Militar, formado em contabilidade e direito. Pré-candidato a Deputado Distrital. Foca na segurança pública e educação.
Principais Temas Discutidos
1. Saúde Pública (O Caos e a Gestão)
2. Segurança Pública
3. Mobilidade Urbana e Transporte
4. Escândalos e Corrupção (BRB)
5. Mulheres na Política
Um dos pontos mais críticos do debate foi o colapso na saúde pública, pauta liderada pelo Dr. Gutemberg, médico e ex-presidente do Sindicato dos Médicos do DF. O pré-candidato a distrital classificou a situação atual como de "desassistência total", relatando que a população enfrenta não apenas filas, mas a ausência completa de serviços essenciais, como cirurgias, tratamentos oncológicos e exames básicos.
Gutemberg foi incisivo ao criticar o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGESDF), chamando-o de "equívoco" e "usina de escândalos". Para ele, a solução passa obrigatoriamente pela valorização do servidor de carreira e realização de concursos públicos, em detrimento de contratos terceirizados e indicações políticas. "Para onde vão os R$ 13 bilhões anuais da saúde?", questionou, citando suspeitas de superfaturamento em testes de COVID-19 e a falta crônica de insumos.
Na área de segurança e saúde mental na PMDF, o Subtenente Geraldo Alves alertou para o efetivo reduzido da Polícia Militar, que hoje opera com pouco mais de 50% do contingente previsto em lei. Além da falta de pessoal, Alves destacou uma crise silenciosa: os altos índices de suicídio e problemas de saúde mental na corporação, decorrentes de escalas exaustivas e sobrecarga de trabalho.
O debate também tocou no uso de tecnologia. Embora reconheçam a importância de drones e câmeras, os participantes concordaram que tais ferramentas não substituem a presença física do policial nas ruas, essencial para a "sensação de segurança" e para o julgamento humano necessário nas ocorrências.
A mobilidade urbana e a falta de metrô, foi duramente criticada por Daniel Radar, jornalista e ativista comunitário com foco em Santa Maria e Gama. Radar denunciou o "monopólio das bacias" no sistema de ônibus, argumentando que o modelo atual favorece empresários e penaliza a população com a falta de linhas diretas, obrigando o pagamento de múltiplas passagens.
Para Radar, a solução definitiva para o transporte no DF não está em viadutos, mas na expansão do metrô para as regiões Sul e Norte. Ele também criticou as administrações regionais, descrevendo-as como "balcões de negócios" sem autonomia real para resolver os problemas das cidades satélites.
A pré-candidata a Deputada Federal, Lili, trouxe à tona a dificuldade e representatividade das mulheres na política, citando a falta de sororidade e os boicotes internos nos partidos. Lili, que se apresenta como "A Voz da Mulher Periférica", criticou a postura da Vice-Governadora Celina Leão, afirmando que ela criou barreiras que impedem o diálogo com lideranças femininas de base, tornando-se inacessível.
O grupo não poupou críticas à Câmara Legislativa (CLDF) e ao GDF quanto ao cenário político e escândalos, especialmente em relação ao do BRB e o banco Master. Daniel Radar e Dr. Gutemberg cobraram responsabilidade dos deputados que, segundo eles, avalizaram operações financeiras suspeitas e agora se recusam a assinar a CPI para investigar o rombo bilionário.
No campo das alianças, os pré-candidatos demonstraram forte apoio a José Roberto Arruda, citando seu legado de obras como superior à atual gestão. O governo de Ibaneis Rocha foi descrito pelos participantes como um "mundo virtual", focado em marketing e obras visuais, mas desconectado das necessidades reais da população.
Ao final, cada candidato reforçou seu compromisso com suas pautas específicas (saúde, segurança, transporte e direitos da mulher), pedindo uma renovação na Câmara Legislativa e maior consciência do eleitor na hora de escolher seus representantes, evitando reeleger aqueles que não fiscalizaram o executivo.