Rosimeire de Oliveira, 67 anos, aposentada, começou a perceber que algo não estava bem quando passou a ter dificuldades para enxergar, mesmo usando os óculos. “Eu sempre ia à ótica e fazia novos óculos”, relata. “Em um período de três meses, fiz três óculos, e a minha acuidade visual continuava diminuindo muito”.
A virada de chave na vida da aposentada ocorreu durante uma tarde, enquanto ela ajudava a filha a pintar os cabelos. “Eu não tinha percepção dos cabelos dela”, lembra. “Eu só tinha perceptividade da cabeça, então me desesperei e fomos atrás de ajuda médica”.
“Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual”
Frederico Lóss, médico oftalmologista
A ausência de acompanhamento oftalmológico regular resultou em um diagnóstico tardio de glaucoma, já em estágio avançado. Com pressão ocular elevada e visão quase 100% comprometida, Rosimeire precisou passar por cirurgia no início deste mês.
“Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante, porque gosto de fazer atividades, de artesanato, e não estou podendo fazer nada”, conta. “Acredito no diagnóstico, mas na minha cabeça, vou voltar a enxergar pelo menos mais de 30%.”
Glaucoma
O caso de Rosimeire reforça a importância da conscientização sobre o glaucoma, tema destacado durante o mês de março. A doença é silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitas pessoas, como Rosimeire, só descubram o problema quando já há perda significativa da visão.