Deputados do PT apertam cerco contra gestão do BRB e exigem transparência sobre contratos e avaliações de imóveis
Os deputados distritais Chico Vigilante (Líder do PT), Ricardo Vale (Vice-presidente da CLDF) e Gabriel Magno (Líder da Minoria) protocolaram hoje um ofício formal direcionado ao presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, exigindo a abertura imediata de dados e contratos críticos da instituição.
A iniciativa marca um endurecimento das ações de fiscalização da bancada do PT sobre a atual gestão, em um momento em que o banco enfrenta pressões por balanços atrasados e investigações de conformidade.
Os parlamentares baseiam o pedido na Lei de Acesso à Informação para cobrar detalhes sobre a avaliação de nove terrenos que o GDF pretende utilizar para capitalizar o banco em até R$ 6,6 bilhões.
Embora a Terracap tenha realizado uma avaliação preliminar sobre o valor de cada terreno, o BRB optou por contratar uma empresa privada para um novo levantamento, gerando questionamentos sobre os valores e os custos dessa contratação.
Além dos imóveis, os deputados exigem acesso ao contrato com o escritório Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Romano Advogados, contratado para conduzir uma investigação independente sobre os fatos mencionados na operação “Compliance Zero”.
Cobram valores do contrato e os resultados produzidos até o presente momento dos trabalhos.
O cerco se estende à auditoria das demonstrações financeiras de 2025 e 2026,sob responsabilidade da empresa Grant Thornton.
A bancada petista alerta para a gravidade da situação, ressaltando que o próprio Banco Central comunicou ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) irregularidades na venda de 49% das ações da BRB Financeira durante a gestão anterior.
Segundo os parlamentares, há indícios de que a transação envolveu recursos de fontes sem comprovação de licitude. Algo considerado muito grave e que merece investigação imediata.
Para os deputados, a atual gestão de Nelson Antônio de Souza precisa responder com clareza a essas sombras do passado e às dúvidas do presente.
"O BRB não deve apenas ser honesto, mas apresentar todos os documentos necessários para provar sua honestidade perante a população de Brasília", afirmam os parlamentares no documento.
O que os deputados buscam:
Laudos de Avaliação: Documentação completa dos 9 terrenos e o valor pago pela avaliação privada.
Contratos de Auditoria:
Detalhes dos pagamentos ao escritório Machado Meyer e à auditoria Grant Thornton.
Demonstrações Financeiras:
Acesso aos relatórios completos de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, cujos prazos de entrega o banco tenta estender junto ao Banco Central.
A fiscalização ocorre em um momento crítico, onde o banco busca um waiver (licença temporária) do Banco Central para adiar obrigações de publicar seu balanço até o final de março e anunciar novas fontes de recursos para sua capitalização.
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Liderança PT/CLDF