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CEUs das Artes preparam jovens da rede pública para o primeiro emprego no DF

Por Redação 24/03/2026 às 17h49
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A falta de orientação profissional ainda é um dos principais obstáculos para jovens da rede pública que buscam o primeiro emprego. Nos centros de artes e esportes unificados (CEUs das Artes) do Distrito Federal, uma iniciativa tem atuado justamente para reduzir essa distância, conectando formação, desenvolvimento pessoal e acesso a oportunidades reais no mercado de trabalho.

O projeto, realizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), em parceria com o Instituto Idecace, reúne oficinas profissionalizantes, orientação vocacional e um processo estruturado de encaminhamento, criando uma trilha para que adolescentes a partir dos 12 anos possam identificar talentos, planejar o futuro e se preparar para a vida profissional. “Quando a gente conecta oportunidade com orientação, a gente muda destinos. Esse projeto nos CEUs das Artes é exatamente isso: abre caminhos reais para que nossos jovens da rede pública enxerguem seu potencial e conquistem o primeiro emprego com mais preparo e confiança”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani.

Nesta semana, inclusive, a iniciativa ganha reforço com uma série de palestras preparatórias para o primeiro emprego, realizadas entre esta terça (24) e a sexta-feira (27) em unidades do Recanto das Emas, Ceilândia e Itapoã. Com o tema “E depois da escola? Construindo caminhos para o primeiro emprego”, os encontros são conduzidos pelo professor Elenilson Arara, especialista na inserção de jovens no mercado.

A proposta do projeto é preparar jovens para a escolha profissional | Foto: Divulgação/Sejus-DF

Mais do que ações pontuais, as palestras integram uma estratégia contínua baseada na metodologia DNA do Brasil – Talentos, que trabalha o desenvolvimento integral dos estudantes. A proposta é preparar o jovem antes mesmo da escolha profissional, fortalecendo competências como autoconhecimento, protagonismo e visão de futuro. Esse tipo de iniciativa se torna ainda mais relevante diante da ausência de orientação estruturada para grande parte dos estudantes, o que dificulta a transição entre escola e trabalho e limita o acesso às primeiras oportunidades.

É nesse contexto que surgem histórias como a da jovem Edivania dos Santos Santana, de 20 anos. Participante do projeto, ela começou nas oficinas profissionalizantes e hoje atua como instrutora na unidade da QNR 2, em Ceilândia. “Antes, eu sonhava de forma superficial. Depois que entrei no projeto, passei a enxergar mais possibilidades e a acompanhar meu desenvolvimento. Hoje, me sinto mais confiante, descobri o que gosto de fazer e vejo que sou capaz de estar inserida e contribuir. Sempre tive interesse por esporte e hoje curso educação física, o que tem tudo a ver com a minha trajetória”, conta.

Da formação ao emprego: como funciona o caminho dos jovens no projeto

“Quando a gente conecta oportunidade com orientação, a gente muda destinos. Esse projeto nos CEUs das Artes é exatamente isso: abrir caminhos reais para que nossos jovens da rede pública enxerguem seu potencial e conquistem o primeiro emprego com mais preparo e confiança”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania do DF

Nos CEUs das Artes, as oficinas profissionalizantes funcionam como porta de entrada para esse processo. Divididas em etapas, elas começam com a iniciação profissional, voltada ao desenvolvimento pessoal, e avançam para a qualificação social, que direciona os estudantes para áreas de interesse como ciências, empreendedorismo e artes. Além das oficinas e palestras, o programa inclui teste vocacional, acompanhamento pedagógico e a criação de um banco de talentos, que permite mapear habilidades e interesses dos participantes. A partir desse diagnóstico, os jovens são direcionados para oportunidades mais alinhadas ao seu perfil.

Após participarem das atividades, os estudantes passam a integrar um processo estruturado de encaminhamento profissional. Por meio de uma plataforma digital, seus perfis são organizados e conectados a oportunidades de estágio, aprendizagem e capacitação, com o apoio de uma rede de empresas e instituições parceiras. “A inserção de jovens no mercado de trabalho exige ação conjunta. Iniciativas como essa ajudam a aproximar os estudantes das demandas reais do mercado e ampliam o acesso às primeiras oportunidades”, afirma Elenilson Arara.

Para o presidente do Idecace, Wilson Cardoso, o impacto vai além da empregabilidade. “Quando oferecemos orientação, formação e oportunidade, estamos mudando trajetórias. O jovem precisa ser visto como potência. Investir nessa fase é garantir não apenas o primeiro emprego, mas um futuro com mais autonomia e perspectivas”, destaca.

A atuação do projeto é ampla e inclui, além da formação profissional, atividades esportivas, culturais e educacionais, com atenção especial à inclusão de pessoas com deficiência.

Serviço
Para mais informações, acesse o site do Instituto Idecace.

 

*Com informações da Sejus-DF