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DE OLHO NA POLÍTICA MANCHETES

O Dilema e a corrida para fechar uma nominata para as eleições de 2026

Por Redação 01/04/2026 às 08h19 • Atualizado em 01/04/2026 às 09h06
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O DILEMA DOS PEQUENOS PARTIDOS NO DF

A apenas quatro dias do encerramento do prazo de filiações partidárias, com vistas às eleições de 2026, os partidos de menor porte no Distrito Federal enfrentam um cenário de incerteza e dificuldade na composição de suas nominatas. A corrida contra o tempo expõe fragilidades estruturais e revela o peso das estratégias — ou da ausência delas.

No campo arrudista, siglas como PRD e Avante atravessaram um período de instabilidade e insegurança jurídica que comprometeu diretamente sua capacidade de articulação política. O resultado foi uma verdadeira debandada de pré-candidatos. Em vez de priorizar o diálogo e a construção de chapas competitivas, suas direções precisaram concentrar esforços na regularização partidária, chegando a este momento decisivo em clara desvantagem.

Já entre os partidos alinhados ao governo, o cenário também inspira cautela. DC e Democratas ainda buscam atrair lideranças que confiram densidade eleitoral às suas nominatas. O Democracia Cristã, até o momento, não apresentou nomes de maior expressão, tampouco deixou clara sua estratégia eleitoral. O Democratas, por sua vez, filiou o deputado Jorge Viana, mas, além de Luís Miranda, ainda não conseguiu agregar novos quadros de peso. Com o prazo se esgotando, ambos terão de acelerar suas articulações se quiserem manter a competitividade.

Outros partidos não devem conseguir montar chapas competitivas, como o NOVO e o recém-criado MISSÃO. Há ainda aqueles que sequer lançarão candidatos, como PRTB e PV.

REMANDO CONTRA A MARÉ

Em meio às dificuldades generalizadas, dois partidos parecem ter encontrado caminhos mais estruturados para a disputa: MOBILIZA e AGIR 36.

O MOBILIZA apostou em uma estratégia de filiação em bloco, garantindo, desde cedo, maior estabilidade à nominata. A chegada simultânea de nomes como Tabanez, Sardinha, Raad e Letícia Sampaio, seguida por Camargo Nossa Capital e Crícia Martins, sinaliza uma montagem planejada. A lógica é objetiva: concentrar cinco ou seis candidatos na faixa de 10 a 15 mil votos para viabilizar a conquista de até duas cadeiras.

O AGIR 36, por sua vez, busca replicar a fórmula adotada em 2022, baseada na figura de um “puxador de votos” aliado a um corte mais baixo na nominata. Na eleição passada, esse papel foi desempenhado pela deputada Jaqueline Silva. Agora, a expectativa recai sobre o ex-deputado e atual secretário de Cultura, Cláudio Abrantes. Abaixo dele, nomes como Marli da Saúde, Dra. Gil (do Conselho Federal de Farmácia), Léo Goleiro e Cristiano Severo, ligado ao Sindicato dos Bancários, tentam se posicionar dentro de uma faixa competitiva entre 5 e 10 mil votos.

Outro elemento que fortalece a estratégia do AGIR 36 é a possibilidade de que Cláudio Abrantes, mesmo eleito, retorne ao Executivo, abrindo espaço para o primeiro suplente assumir o mandato. Esse tipo de engenharia política costuma funcionar como incentivo adicional na atração de candidatos.

NADA ESTÁ PERDIDO

Apesar do clima de apreensão, a reta final das filiações ainda reserva espaço para reviravoltas. É nesse período que as negociações se intensificam, alianças são redefinidas e decisões estratégicas ganham forma.

Até as 23h59 de sábado, o tabuleiro político segue em movimento — e, como de costume na política do Distrito Federal, tudo ainda pode acontecer.