O Técnico, a Bola e a Camisa!
O secretário-geral do PSD-DF agiu rápido nas últimas 48 horas, como um bom técnico de futebol que sempre tem em mente diferentes táticas para os jogadores que tem a sua disposição.
Ao ser informado da saída de André Kubitschek do PSD, o coordenador político Roberto Giffoni demonstrou leitura de campo e agilidade incomum.
Sem hesitar, fez um movimento que define quem entende o peso de uma camisa: Convenceu o Mercadólogo e Empresário Brasiliense Conrado Caiado a se filiar no partido, aos 45 do segundo tempo.
Na política, assim como no futebol, perder um nome histórico exige resposta à altura.
E Giffoni agiu como um bom estrategista que é… Se saiu um Kubitschek, família tradicional e respeitada pelas entregas e pelo legado na origem de Brasília, entrou um Caiado, cuja tradição política da família antecede Juscelino, com entregas há mais de 140 anos no Estado onde o “quadradinho” do DF está incrustado.
A criação da capital federal passa, inclusive e necessariamente, pelo entrosamento de uma dupla de sucesso na década de 50: Juscelino Kubitscheck e Emival Caiado.
Tanto no passado como agora, a presença na vida pública brasileira desses consanguíneos que herdam tradição, e mantém influência e capacidade de mobilização, ainda define partidas e encanta grandes públicos.
O movimento não é apenas simbólico.
É estratégico.
Em um cenário onde o estado de Goiás apresenta as melhores métricas governamentais do Brasil, e projeta Ronaldo Caiado como liderança nacional e presidenciável, trazer uma camisa com esse sobrenome nas costas para o PSD-DF demonstra a visão do técnico para o jogo político local.
A partida oficialmente não começou, mas a bola já está rolando nos bastidores.
José Roberto Arruda e Ronaldo Caiado são bons amigos antes mesmo de voltarem a ser companheiros de partido, como foram no PFL / DEM.
O entorno tem muita influência de Ronaldo e Gracinha Caiado, com muitos eleitores que votam no DF.
Conrado é primo do ex-governador e, até onde se sabe, sempre atuou nos bastidores da política e do poder em Brasília.
A bola é a política, e se a Juíza não roubar e não expulsar injustamente, ela estará nos pés de Arruda para fazer o gol.
A camisa é o partido, que sempre precisa de bons jogadores. Hoje o PSD Nacional é um time rico com muita capilaridade e torcida, comprovado pelo mapa de resultados nas últimas eleições municipais.
O técnico são os dirigentes, secretários e estrategistas, sempre em busca de talentos e perfis que, escalados na posição certa, podem estourar no campeonato das eleições.
O PSD-DF precisa do craque Arruda, mas sabe que sozinho e isolado ele não vai resolver, a política é um esporte coletivo.
É na pré-temporada que os dirigentes checam a lealdade e o amor à camisa.
Jogar em time que está ganhando, que tem um monte de estrela, ou que atualmente tem mando de campo é fácil.
Difícil é encarar o bom combate, é jogar como visitante, é enfrentar os times mais ricos, é escolher vencer no modo hard.
O técnico Giffoni não apenas reagiu.
Ele antecipou a próxima jogada.
E, ao que tudo indica, trouxe um nome de peso para o time.
Portal EGNews
03/04/26