Da bagagem multiesportiva ao topo do tênis: a trajetória de Marcelo Prata, o “Marcelinho”
Aqui está uma matéria jornalística completa baseada na entrevista concedida ao programa Esporte em Ação (canal EG News), apresentado por Paula Amidani:
Em entrevista ao podcast Esporte em Ação, o preparador físico detalha sua carreira nos Estados Unidos, a superação de uma grave lesão nos dois joelhos, os bastidores com a promessa Guto Miguel e o sucesso do quadro viral “M Pistola”.

A história de Marcelo Prata, amplamente conhecido no meio esportivo como “Marcelinho”, é marcada por versatilidade e reinvenção constante. Em uma conversa franca com a treinadora Paula Amidani no podcast Esporte em Ação (EG News), o profissional de educação física e empresário relembrou desde sua formação motora na infância até a rotina de lapidação de jovens promessas do tênis mundial, além de refletir sobre as dores e aprendizados do esporte de alto rendimento.
Infância multiesportiva e a ida aos Estados Unidos
Ao contrário da especialização precoce frequentemente vista hoje em dia, o contato de Prata com o esporte começou de maneira ampla. Filho da ex-triatleta Eloá Prata, ele acompanhava competições desde bebê e experimentou modalidades como futebol, boliche, natação, sinuca e basquete antes de focar no tênis, aos 12 anos. Segundo Marcelinho, essa variedade desenvolveu conexões motoras e visuais cruciais para a metodologia que aplica hoje.
A virada acadêmica e competitiva ocorreu com sua ida aos Estados Unidos para cursar Ciência do Exercício na North Carolina Wesleyan. Como estudante-atleta, experimentou na pele a disciplina exigida pelo sistema universitário norte-americano (NCAA) e a potência da infraestrutura esportiva internacional, chegando a competir no tênis, corrida e futebol.
A grave lesão que remodelou a carreira
Já consolidado em Brasília com o seu próprio centro de treinamento (CT) e atendendo múltiplos atletas, Prata enfrentou o momento mais crítico de sua vida física e profissional em janeiro de 2019. Em um período de rotina exaustiva de trabalho, ao treinar ginástica acrobática, sofreu a ruptura simultânea dos dois tendões quadricipitais.
O acidente exigiu cirurgia de emergência e um longo período reaprendendo a andar. No entanto, a recuperação foi o ponto de virada para a evolução de sua metodologia de trabalho:
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Foco preventivo: Marcelinho remodelou o Sistema Progressivo de Treinamento (MPT), priorizando trabalhos de base, mobilidade, consciência corporal e aquecimentos preventivos.
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Visão sobre o alto rendimento: A lesão serviu de alerta sobre os custos do overtraining e a necessidade de respeito aos limites articulares e musculares de cada indivíduo.
A voz do CrossFit e a aposentadoria das arenas
Com carisma natural, Marcelinho tornou-se uma das figuras mais conhecidas das competições de CrossFit no país. Tudo começou de forma despretensiosa em 2016, quando foi convidado para narrar o evento WOD Land.
Inspirado no estilo de Bruce Buffer, criou o icônico bordão "Judges!", além de animar o público fantasiado em provas pelo Brasil. Ao longo de quase uma década, acumulou mais de 250 eventos antes de decidir se afastar dos microfones para priorizar sua vida pessoal e a preparação física de atletas.
Lapidando o futuro do tênis: Guto Miguel
Atualmente, um dos principais focos do treinador é a preparação física de Guto Miguel, tenista brasiliense de 17 anos que alcançou o posto de número 1 do mundo juvenil e vem fazendo a transição para o circuito profissional da ATP.
Durante a entrevista, Marcelinho destacou que seu trabalho busca lapidar a base já construída anteriormente pelo técnico Saulo:
"Eu e a equipe mostramos os caminhos, mas o atleta precisa entender o propósito do que está fazendo. O Guto é muito dedicado e entende o peso do preparo físico para encarar adversários experientes no profissional".
Fenômeno nas redes com o "M Pistola"
Longe dos clichês do mundo fitness, Prata viralizou nas redes sociais com o quadro “M Pistola”. Sem roteiros prévios e em tom bem-humorado de desabafo, os vídeos debatem modismos do meio esportivo — como o uso indiscriminado de tênis de placa de carbono por corredores iniciantes.
Para Marcelinho, o sucesso das postagens reflete a necessidade de lembrar as pessoas sobre a importância do processo: não existem atalhos mágicos ou equipamentos milagrosos que substituam o tempo de treino, a técnica e a consistência.
Assista à entrevista completa no YouTube:

