Além dos pagamentos mensais, a decisão prevê cerca de R$ 6,6 milhões em valores retroativos, calculados a partir de 21 de outubro de 1997. O montante ainda poderá passar por atualização e terá descontos de quantias eventualmente recebidas anteriormente por Dilma. O cálculo da reparação mensal considera a remuneração de referência do cargo que ela ocupava na antiga Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.
A nova medida modifica uma decisão de 2025, quando a Comissão de Anistia reconheceu Dilma como anistiada política e aprovou uma reparação de R$ 100 mil em parcela única. A mudança ocorreu para cumprir a decisão judicial que estabeleceu o pagamento mensal, permanente e continuado.
Dilma foi presa em 1970, aos 22 anos, durante a ditadura militar, e sofreu torturas físicas e psicológicas. Após deixar a prisão, ela também foi atingida pela perseguição política que levou à sua exoneração do cargo público em 1977. O processo de anistia foi iniciado em 2002, teve o pedido negado em 2022 e avançou após recurso, com reconhecimento favorável em 2025.
Fonte: MSNfONTE