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POLÍTICOS DO DF

Metade da bancada do DF apoia CPI do Banco Master na Câmara Federal, diz Rodrigo Rolemberg

Por Redação 03/02/2026 às 09h47 • Atualizado em 03/02/2026 às 09h50
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Metade da bancada do DF apoia CPI do Banco Master na Câmara Federal

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL

Quatro dos oito deputados federais da bancada do DF assinaram o requerimento para criação da CPI do Banco Master, protocolada ontem pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), com 201 assinaturas.

 

No DF, além do próprio autor do requerimento, foram favoráveis à abertura da investigação na Câmara as deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Bia Kicis (PL-DF) e o deputado Alberto Fraga (PL-DF).

 

Se a comissão for instalada, Rollemberg deverá participar, o que levará o foco ao DF.  Ainda não há garantia de que a CPI vai funcionar, mas o líder do PSB, deputado Jonas Donizette (PSB-SP), levará a demanda hoje (03/02) para a reunião do colégio de líderes.

 

Ibaneis ontem reagiu à iniciativa. À CNN, ele chamou a CPI de “oportunismo político” do “pior governador que Brasília já teve”.

 

Aliados do governador Ibaneis têm distribuído um video pelas redes sociais em que chamam de hipocrisia a iniciativa de deputados da oposição de pedir o impeachment do governador do DF.


Citam, entre outros fatos, que o presidente Lula se encontrou quatro vezes com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

 

Palco politico

O deputado Reginaldo Veras (PV-DF) integra a oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB), mas não assinou o requerimento de CPI do Master.

O parlamentar justificou: “Não assino nem participo de CPI porque esse instrumento perdeu efetividade. Hoje, CPIs são usadas mais para exposição política e corte de rede social do que para investigação séria. A própria história mostra que raramente entregam resultados concretos, no DF ou no Congresso Nacional, daí o conhecido ‘vai dar em pizza’”, afirmou à coluna.

 

Veras acrescentou: “Há também um problema de legitimidade. Como esperar solução de uma CPI feita por um Congresso que a população chama de inimigo do povo, dominado pelo centrão e pela extrema direita?”.

 

Veras afirmou que confia no trabalho de investigação da Polícia Federal e do Banco Central. “Coerência institucional é confiar em quem tem capacidade real de investigar e não participar do que virou palco político”, disse.