
Natural da Bahia e radicado na capital federal, Hélio compartilha suas origens e a construção de sua carreira, destacando valores como o amor, a simplicidade e o respeito às pessoas, temas que também permeiam sua produção literária. Entre suas obras, ganham destaque “1001 coisas que acontecem em Brasília e você não sabia” e “Traços Perfeitos”, livros que transitam entre curiosidades históricas e poesia intimista.
A conversa evidencia a forte relação entre jornalismo e administração, áreas que, segundo ele, caminham lado a lado. Para Hélio, gerir bem o tempo, organizar informações e ter responsabilidade com o conteúdo são habilidades essenciais para o exercício do jornalismo de qualidade. Ele também faz uma crítica direta ao “achismo” na imprensa, defendendo a apuração rigorosa e o compromisso com a verdade.
Um dos pontos altos do diálogo é o relato sobre o processo de criação de seu livro sobre Brasília, fruto de três anos de pesquisa e escuta ativa de pioneiros e jornalistas. Histórias curiosas, como o emblemático “jegue do Papa” e registros sobre os primeiros moradores da cidade, ajudam a construir uma narrativa viva e afetiva da capital.
A poesia surge como refúgio e expressão sensível. Em “Traços Perfeitos”, o autor revela memórias e sentimentos, muitas vezes inspirados por elementos do cotidiano e até por tecnologias que marcaram época, como bip, fax e telex — símbolos de um tempo que hoje despertam nostalgia e reflexão.

Ao abordar a administração no dia a dia, Hélio simplifica conceitos ao comparar eficiência e eficácia com metáforas do futebol, tornando o tema acessível e prático. Para ele, administrar vai além do ambiente corporativo: é uma habilidade essencial para organizar a vida, o tempo e os valores.
Encerrando a conversa, o autor deixa uma mensagem inspiradora às novas gerações. Ele reconhece o papel transformador dos jovens no mercado de trabalho e defende a importância da troca entre diferentes gerações, baseada na abertura ao aprendizado contínuo e às mudanças.
Com uma narrativa que entrelaça conhecimento, cultura e humanidade, a conversa com Hélio Queiroz reforça a importância de preservar memórias, valorizar a leitura e cultivar conexões genuínas — pilares fundamentais para construir não apenas carreiras, mas também legados.