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Colunistas Renato Riella

INFLAÇÃO DE 4,86% ABALA A TAXA DE JUROS

Por Redação 28/04/2026 às 19h19 • Atualizado em 28/04/2026 às 22h24
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(NEWS RENATO RIELLA – 28 DE ABRIL)
 
O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026 no Brasil, segundo o boletim semanal Focus, do Banco Central (BC).

Para mais de 100 especialistas consultados, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no Brasil, em 4,86%, acima do teto da meta fixado pelo Governo Lula, que é 4,50%.

Com este resultado, o BC certamente fica mais preocupado com a inflação. Deve discutir isso na reunião de amanhã do Comitê de Política Monetária, que discutirá a atual taxa oficial de juros Selic, que é de 4,75% ao ano. 

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o IBGE.
O mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13%.

PIB - Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de que a economia do Brasil cresça 1,85% em 2026.
O dólar fechará 2026 cotado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmem. 

DÍVIDAS - Ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o novo programa de renegociação de dívidas proposto pelo Governo Federal, que vem sendo chamado de “Desenrola 2.0”, poderá gerar descontos de até 90% sobre os débitos dos participantes. 
Dívidas poderão ser pagas em até quatro anos.

O foco principal será a pendência com cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia.
Os trabalhadores poderão usar recursos “limitados” do Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

AUMENTA ENDIVIDAMENTO    
Endividamento das famílias brasileiras continua a subir, segundo o Banco Central (BC).
Em fevereiro deste ano, o índice alcançou 49,9% da população, num percentual recorde.

MATÉRIAS-PRIMAS - Alta do petróleo e de outros insumos, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, provocou aumento expressivo no preço médio das matérias-primas no Brasil. 

Segundo a pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução do preço das matérias-primas passou de 55,3 pontos no quarto trimestre de 2025 para 66,1 pontos no primeiro trimestre de 2026 — um salto de 10,8 pontos no período.

O alto custo ou a falta de matérias-primas ganhou destaque no ranking dos principais problemas enfrentados pelo setor industrial. O desafio foi apontado por 30,8% dos industriais no primeiro trimestre de 2026.

DOSIMETRIA – Confirmado que, na quinta-feira (30), haverá a primeira sessão conjunta de 2026 do Congresso Nacional, quando será analisado o veto do Presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. 

A proposta, aprovada no fim de 2025, propõe redução de penas para os condenados pelos atos do 8 de Janeiro e pode beneficiar parcialmente o ex-presidente Bolsonaro. 

LULA – Hoje, 16h, Presidente Lula assina o decreto de promulgação do Acordo de Comércio entre União Europeia e Mercosul, no Palácio do Planalto.

O tratado foi promulgado pelo Congresso em março e podendo  entrar em vigor, provisoriamente, a partir de sexta-feira (1°), devido a uma “brecha” na regulação europeia.

ECONOMIA - Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 189.579 pontos, com queda de -0,61%. 

MUNDO
⬇️ EUA - Dow Jones: -0,13%
⬆️ EUA - Nasdaq: +0,20%
⬆️ EUA - S&P 500: +0,12%
⬇️ Europa - Euronext: -0,52%
⬆️ China - Xangai: +0,16%
⬆️ Japão - Nikkei: +1,38%

MOEDAS – FONTE: BC
⬇️ Dólar Comercial: R$ 4,98 (-0,31%)
⬇️ Dólar Turismo: R$ 5,18 (-0,42%)
⬇️ Euro Comercial: R$ 5,83 (-0,29%)
⬇️ Euro Turismo: R$ 6,08 (-0,40%)
⬇️ Bitcoin: 384.626 (-1,52%)

Por RENATO RIELLA  /  (NEWS RENATO RIELLA – 28 DE ABRIL)