Chapa com Caiado e Kassab vence Lula e Flavio Bolsonaro
Kassab lança chapa pura com Caiado e crava: "Lula perde para Caiado no 2º turno, mas ganha de Flávio Bolsonaro"
Em entrevista recente, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, confirmou seu nome como pré-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Apostando em uma chapa pura para as eleições presidenciais de 2026, Kassab delineou a estratégia do partido para romper a polarização e apresentou Caiado como a única alternativa de centro-direita capaz de derrotar o atual presidente.
O grande trunfo da campanha, segundo Kassab, reside em um cálculo eleitoral direto sobre o segundo turno: "O Lula perde pro Caiado no segundo turno. O Lula ganha do Flávio Bolsonaro no segundo turno".
Veja os principais destaques e estratégias revelados pelo dirigente partidário:
Aposta em "Chapa Pura" e Fim das Alianças Tradicionais
Kassab explicou que o PSD amadureceu e hoje possui estrutura, capilaridade e líderes fortes o suficiente para abrir mão de coligações. Ele refutou rumores de que estaria buscando outros partidos para formar aliança, argumentando que o tempo de rádio e TV já não é mais o ativo decisivo de outrora.
Segundo ele, a força da chapa Caiado-Kassab está na "sintonia com a sociedade", na imagem da legenda e nas propostas de um governo focado em resultados.
Caiado vs. Flávio Bolsonaro: O embate na Direita
Questionado sobre por que a chapa do PSD seria mais competitiva do que o projeto ligado ao bolsonarismo, Kassab foi enfático ao comparar a bagagem dos pré-candidatos. Ele ressaltou que Caiado possui mais experiência, uma vida pessoal e política sem ressalvas e 40 anos de vida pública sem acusações de malfeitos.
Para Kassab, a chapa PSD atinge um espectro muito mais amplo. Enquanto o bolsonarismo enfrenta desgastes e conflitos internos, Caiado consegue dialogar com a direita moderada e agregar o centro, formando uma candidatura de centro-direita com chances reais de sucesso para "tirar o PT do poder".
As três grandes falhas do Governo Lula
Kassab poupou críticas a programas sociais, afirmando que a chapa também os defende, mas exigiu "portas de saída" e criticou o financiamento baseado no aumento de impostos em vez de corte de gastos. Ao avaliar a atual gestão petista, ele elencou as três áreas onde o governo Lula mais tem falhado:
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Segurança Pública: A falta de políticas públicas efetivas para uma demanda que só cresce há 30 anos.
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Combate à Corrupção: Afirmou que o combate atual é ineficiente e desvia recursos vitais de outras áreas.
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Saúde (SUS): Apontou que, apesar de o Brasil ter um modelo público extraordinário, a gestão atual é falha, com tabelas defasadas há anos e serviços prestados com qualidade inferior à desejada.
Como contraponto, Kassab utilizou a vitrine de Goiás, destacando que Ronaldo Caiado enfrentou o crime organizado, melhorou a segurança do estado e ostenta 88% de aprovação, sendo o governador mais bem avaliado do país.
A "Terceira Via" que virou "Alternativa" e o Papel de Kassab
Rejeitando o rótulo de "terceira via", o pré-candidato a vice prefere chamar a chapa de "alternativa", garantindo que mais de 50% da população busca uma fuga da polarização lulismo vs. bolsonarismo.
Para fortalecer a chapa, Kassab colocou sua vasta experiência política à disposição de Caiado. Ele relembrou sua trajetória como prefeito de São Paulo, secretário no governo Tarcísio de Freitas e ministro de três pastas diferentes (Cidades, Comunicações e Ciência e Tecnologia) durante o governo Dilma.
Por fim, Kassab rebateu as críticas de que o PSD seria um partido "fisiológico". Ele garantiu que a sigla tem uma identidade de centro muito clara e pautas corajosas, sendo, segundo ele, o único partido a defender abertamente o fim das emendas parlamentares, além de apoiar o voto distrital misto e a reforma administrativa.
Próximos Passos: A campanha do PSD, que começou a ser estruturada no último mês após a filiação de Caiado à sigla, focará agora em levar o nome do governador nacionalmente, apostando que há tempo hábil para construir o favoritismo nas pesquisas antes do pleito presidencial.